Estudante de Curitiba é nota máxima na Olimpíada Brasileira de Astronomia

O Colégio Vicentino São José, de Curitiba, participa da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica desde 2011 e, neste ano, uma das medalhas foi bastante especial. Participaram das atividades 69 estudantes da escola. Foram 11 medalhistas, sendo 6 medalhas de ouro, 4 de prata e uma de bronze, além de 11 classificações para a seletiva nacional.

Uma das medalhistas de ouro foi a estudante Myllena Roberto Farias, do Terceiro ano do Ensino Médio, que conseguiu gabaritar a prova, feito raro nas olimpíadas. A estudante já participou e venceu o Concurso Cientista por um dia da NASA 2019 (Categoria Ensino Médio), conquistou uma medalha de Prata na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica de 2020 e uma medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Ciências 2020.

Além da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica, os estudantes também participam de outros projetos de Astronomia e Ciências, sendo um deles organizado pela NASA. Em uma dessas participações, especificamente no projeto de Colaboração Internacional de Busca Astronômica (IASC), um projeto de ciência cidadã da NASA, o estudante Nathan Lins de Andrade, do Terceiro ano do Ensino Médio descobriu um Asteroide, tendo a confirmação feita pela instituição em março deste ano.

Ao fim do longo processo, que pode levar entre 5 e 10 anos, será dada ao estudante a oportunidade de batizar sua descoberta. O nome escolhido pelo estudante foi “Ita Koywy”, que na tradução oral em Guarani, quer dizer “Rocha Universal”. A decisão sobre o idioma ocorreu pelo fato de que muitos asteroides possuem nomes relacionados à mitologia greco-romana, então seria interessante um nome relacionado com raízes brasileiras. O nome do asteroide ainda precisa ser aprovado por um comitê específico.