Número de focos do mosquito da dengue aumenta em Curitiba; veja cuidados

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba fez um alerta para o aumento de focos do Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zyka e chikungunya.

Segundo a prefeitura da capital, até o final de outubro os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) identificaram 1.125 focos do mosquito, número três vezes maior que os 368 focos do mesmo período do ano anterior.

Segundo os relatórios do Programa Municipal de Controle do Aedes, 30% dos focos foram identificados nos chamados depósitos móveis. Fazem parte desse grupo baldes e bacias com água guardada para reuso, vasos de plantas, recipientes para água de animais de estimação, brinquedos deixados a céu aberto e outros utensílios de uso na rotina que possam acumular água.

Em seguida, com 26%, estão os depósitos de água baixo, que são caixas d’água e tambores usados para armazenamento de água da chuva ou da máquina de lavar para reaproveitamento. Hábito que ganhou força na cidade após o período de racionamento de água vivido pelo Paraná.

Os demais depósitos de ovos se distribuem entre pneus, com 14%; armadilhas, com 12; focos em depósitos fixos – ralos e calhas – com 8%; e caixas d’água e os depósitos naturais fecham o ranking com 1% cada.

Focos concentrados

Os dados mostram que um dos motivos que têm contribuído para o aumento de focos do mosquito na cidade, além das condições climáticas, é o armazenamento de água de forma inadequada.

“Reutilizar água é um ato muito benéfico em critérios ecológicos e deve ser  uma prática constante, mas é preciso ter cautela e fazer essa guarda de forma que esses recipientes não se tornem criadouros para o Aedes aegypti”, alerta a coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes, Tatiana Faraco.

Durante as inspeções de rotina, os agentes orientam forma correta de armazenar ou tratar a água para reutilização.

Veja os principais cuidados para evitar a dengue e outras doenças causadas pelo Aedes aegypti:

Na caixa d’água

Essas devem estar sempre tampadas, quando a opção de uso for deixa a céu aberto para coletar água da chuva a orientação é cobrir com uma tela milimetrada, a mesma usada como mosquiteiro em janelas, assim a água que cai da chuva para o armazenamento, mas a fêmea do mosquito não consegue entrar para botar ovos.

A tela deve cobrir toda a caixa e ficar amarrada por fora, com um barbante ou arrame, para ficar bem presa, não pode haver nenhuma fresta que possibilite a entrada do vetor.

Atenção: caixa d’águas com tampa deve sempre verificar se a tampa está bem encaixada e se não há deformidades da tampa que possibilitem o acumulo de água na parte de fora, isso mesmo, até mesmo pequenas quantidades de água podem abrigar o mosquito da dengue.

Tambor

Alguns tambores e bombonas, próprios para reserva de água, já vêm com tampas, essas devem ser mantida bem encaixada e rosqueadas.  Quando não há tampa ou o recipiente fica a céu aberto ou embaixo da queda de água da calha, ele deverá ser vedado com a tela milimetrada, seguindo as mesmas orientações das caixas d’águas.

Tambores com entradas para mangueira e torneiras, precisam de atenção especial para essas entradas, sempre que não estiverem em uso elas devem permanecer vedadas. Mantenha a atenção para não deixar água acumulada na tampa do tambor.

Balde e  bacia

Esses recipientes geralmente não possuem tampa, nesses casos o ideal é que a água armazenada nesses utensílios seja utilizada no mesmo dia da coleta. Caso vá guardar por mais tempo a orientação é vedar com tela, lonas ou plástico, amarrados pelo lado de fora para ter vedação e evitar frestas.

Após o uso, devem ser guardados em local coberto e virados para baixo.

Como tratar a água

Nos casos em que não é possível vedar o recipiente, a orientação é fazer tratamento da água com produtos químicos, nesse caso não há uma única forma, o produto a ser usado vai depender da quantidade de água guardada e para que fins ela será reutilizada.

Para o tratamento da água o produto mais indicado é o cloro, que deverá seguir a orientação dos fabricantes de quantidade por litro d’água. Outro produto que pode ser usada é a água sanitária, na medida de uma colher de sopa por litro de água armazenada. O produto deve ser adicionado uma vez por semana, mas essa não deve ser usada caso o objetivo do reuso seja a lavagem de roupas, por exemplo.

Informações da Prefeitura de Curitiba