Retinoblastoma: entenda o câncer raro da filha de Tiago Leifert

O jornalista Tiago Leifert compartilhou nas redes sociais que a filha de 1 ano, Lua Garbin Leifert, foi diagnosticada com um tipo raro de câncer ocular, o retinoblastoma. Ele responde por 3% dos cânceres infantis com 400 casos a cada ano. O tumor maligno pode afetar as células da retina de somente um ou dois olhos (caso da filha do apresentador) e geralmente atinge crianças menores de 5 anos. 

Leifert e a esposa Daiana Garbin comentam em vídeo na rede social que tiveram sorte de descobrir a doença e alertam para a dificuldade que os pais e/ou responsáveis podem ter para notar os sintomas. O casal afirma que percebeu um movimento irregular no globo ocular da criança, além dela olhar para as pessoas através de visão periférica. Havia também uma espécie de brilho branco na retina, o que fez com que eles procurassem ajuda médica.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) afirma que a principal manifestação da doença ocular é o reflexo brilhante no olho do doente, parecido com o de gato iluminado à noite. A criança também pode ter estrabismo (ficar vesga), dor, inchaço e perda de visão. 

Os médicos podem fazer o diagnóstico através de exame no fundo do olho com a pupila dilatada e, em geral, não se deve realizar biópsias. Quanto antes for descoberto, melhor será o resultado do tratamento, por isso é importante que o bebê passe por consulta de rotina com um oftalmologista. Leifert afirma que a doença da filha foi descoberta somente no último grau da doença (E). Ela enxerga bem pelo olho esquerdo, mas o direito ainda precisa continuar sendo tratado. Lua faz quimioterapia há quatro meses e já realizou quatro sessões. 

Os tumores pequenos podem ser tratados com métodos especiais, que permitem que a criança continue a enxergar normalmente. Nos casos mais avançados, o olho pode precisar ser retirado e a criança pode precisar de quimioterapia e/ou radioterapia.

“Todos os pacientes devem passar por estudo de aconselhamento genético para identificação de casos que são hereditários. Se outras pessoas da família já tiveram o tumor, as crianças devem ser examinadas por um oftalmologista experiente desde a hora do nascimento, e durante os primeiros anos de vida, para que o diagnóstico seja o mais precoce possível”, afirma o INCA. 

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