Cabelo quebrado ou caindo? Especialista em tricologia explica diferenças e tratamento

A queda e a quebra de cabelos são dois problemas comuns e que confundem muitas pessoas que se deparam com os fios acumulados na escova após pentear, durante a lavagem, nas roupas ou pelo chão. Ambos afetam a densidade e resultam na perda de volume das madeixas, e, apesar dos sintomas serem parecidos, suas causas são distintas, assim como os tratamentos.

Para ajudar a solucionar essa dúvida, a Dra. Patricia Marques, cirurgiã plástica especialista em tricologia, explica que primeiramente é necessário observar se os fios caídos possuem ou não um pontinho branco na ponta. “Na queda, o fio se desprende diretamente do couro cabeludo e, na maior parte das vezes, possui o bulbo capilar, que é o pontinho branco”, afirma.

Segundo a especialista, se for esse o caso não há motivos para preocupação, uma vez que o cabelo perdido já estava na fase telógena, pronto para dar lugar a um novo fio. Apesar disso, é preciso ter cuidado para não simplificar demais o problema e procurar ajuda de um profissional para se certificar de que não há nada mais grave provocando a queda. “A tricologia é muito mais complexa do que aparenta. Existem várias doenças que causam queda, como por exemplo a alopecia areata”, acrescenta.

Já a quebra do fio é muito comum em cabelos que passaram por procedimentos químicos, calor excessivo de secador, chapinha ou atrito mecânico que romperam a sua haste. Quando é esse o caso, os fios caídos não possuem o bulbo capilar e geralmente apresentam tamanhos irregulares dependendo do ponto de rompimento. 

Neste caso, o mais indicado é cortar o uso dos elementos que estão agredindo o cabelo e com orientação de um profissional nutrir os fios com produtos e remédios adequados até deixá-los saudáveis novamente. “Em ambos a principal orientação é procurar ajuda de um especialista em saúde capilar para investigar as múltiplas causas possíveis tanto para queda, quanto para quebra do seu cabelo e realizar um tratamento adequado que pode solucionar os problemas”, finaliza Patricia.