Especialista em segurança dá dicas para reduzir o número de acidentes domésticos

Acidentes domésticos com idosos cresceram 30% na pandemia, e podem aumentar no inverno e também com o isolamento, já que, por questões de prevenção, os idosos ficam um pouco mais isolados fazendo com que os acidentes domésticos cresçam durante a pandemia.

Paralelamente, constatou-se que houve também um aumento expressivo de acidentes domésticos tendo crianças como principais vítimas.

O Ministério da Saúde estima que 37% dos atendimentos a feridos em hospitais sejam de vítimas desse tipo de ocorrência. Esses dados são alarmantes.

Em 2019, os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) de crianças e adolescentes de até 15 anos vítimas de acidentes domésticos somaram quase 18 mil. Em 2020 o número aumentou para 39 mil, o que representa um crescimento de 112%.

O levantamento se refere ao período entre março e outubro de 2019 e 2020. De acordo com a ONG Criança Segura Brasil, os acidentes domésticos como quedas, afogamentos, intoxicações e queimaduras, são as principais causas de óbito entre crianças de 1 a 14 anos, apesar de serem facilmente evitáveis.

Quando se fala em acidentes domésticos, é importante saber que isso engloba mais do que uma simples queda ou um corte com utensílios domésticos cortantes, ou perfurantes. Até comer um alimento estragado também se enquadra nessa categoria. E as principais vítimas são geralmente os mais frágeis: crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais.

Embora a palavra acidente passe a ideia de algo imprevisível, é sempre bom ter atitudes preventivas.

A absoluta maioria dos acidentes domésticos não acontece por acaso, mas, sim, por descaso. As pessoas estão mais preocupadas com seus afazeres e não cuidam da prevenção. Parecem estar adormecidas, avalia o especialista em segurança.

Cuidados com bebês

Como Fontinele tem apontado em seus artigos no blog preveniremcasa, os bebês estão entre os mais vulneráveis às mais diversas ocorrências. E muitos pais sabem da fragilidade do seu pequeno, mas alguns acabam cometendo alguns erros por falta de informação.

Para evitar que aconteçam acidentes domésticos com os caçulinhas da família, é necessário, desde a gravidez, buscar conhecer melhor quais os cuidados a serem tomados. Isso inclui:

Alimentação

Essa recomendação vale especialmente para os pais que optarem ou tiverem que dar a mamadeira para a criança. É preciso bastante atenção para que o leite esteja na temperatura adequada.

Banho

Ao misturar a água se for o caso, iniciar com a fria e adicionar aos poucos a quente até que ela atinja a temperatura natural do nosso corpo. A temperatura correta da água deve estar entre 35 °C e 37 °C. Garantir que o bebê esteja protegido e longe de possíveis respingos.

Acessórios

Chupetas com pedrinhas podem causar engasgo, assim como seus prendedores podem enroscar no pescoço do bebê.

Berço

Não usar móbiles, que podem machucar o pequeno; além disso, o chamado kit berço, por exemplo, deve ser evitado, já que o risco de asfixia aumenta com esse item.

Bebê conforto

A correta instalação no carro deve ser respeitada, assim como a posição e o modelo de acordo com o peso do bebê.

Primeiros socorros

Quando ocorrer algo como asfixia, engasgamento, queimaduras no banho, refluxo pelo excesso na mamada, os pais devem agir da forma correta e rapidamente.

Outra regra essencial para quem tem uma criança pequena em casa é sempre buscar informações e orientações com um pediatra, cuidadores e enfermeiros, por exemplo. Esses profissionais são os mais capacitados para orientar especificamente de acordo com suas dúvidas.

Evitar acidentes e colocar em prática a prevenção contínua pode ser um pouco cansativo, mas necessário. Para isso, basta seguir as dicas:

  • Mantenha as crianças sempre sob o olhar de um adulto ou responsável;
  • Deixar remédios e produtos de limpeza e higiene fora do alcance das crianças. Isso significa que devem ser guardados em locais altos, trancados ou de difícil acesso;
  • Se necessário, fazer uso de travas de gavetas ou armários para garantir que as crianças não mexam nesses itens;
  • Evitar que crianças se mediquem sozinhas. Garantir que haja um adulto por perto;
  • Atentar à dose indicada de medicação para evitar efeitos indesejados;
  • Mesmo com um simples resfriado, ir ao médico para confirmar a situação e indicação do medicamento ideal;
  • Ao comprar produtos de limpeza, verificar se está bem fechado. E nunca colocar na mesma sacola dos alimentos;
  • Evitar o uso de produtos perigosos se houver crianças por perto para que elas não tenham contato com componentes químicos e corrosivos;
  • Sempre conversar com as crianças explicando que determinados produtos não são para comer e que não podem mexer em certas coisas. Esse diálogo deve se tornar hábito desde bebês, mesmo que eles pareçam ainda não entender muito;
  • Frases como: isso é coisa que pode te deixar dodói e mamãe/papai triste, podem se encaixar muito bem a esse tipo de situação.

E mais, segundo a USP — Universidade de São Paulo, 29% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano, e infelizmente, 13% são vítimas em mais de uma ocasião. Este índice saltou para 30% durante a pandemia de Covid-19.

As lesões mais frequentes são de punho, quadril, ombro, coluna vertebral e articulações.

Por isso uma nova fonte de informação sobre como prevenir acidentes domésticos já está disponível. Trata-se do e-Book Acidentes Domésticos Prevenção 3D, um guia completo com todas as dicas necessárias para garantir a segurança e a saúde da sua família.

É um manual com alertas de como estar preparado para prevenir acidentes, desde um recém-nascido até a terceira idade. E também há sugestões específicas de acessórios para tornar a casa mais segura. Um livro para se manter em casa e consultar sempre que necessário. Nunca se sabe quando um acidente doméstico pode acontecer.

Desde o fim de 2015, o blog preveniremcasa alerta as famílias sobre os cuidados para evitar acidentes domésticos e a melhorar a saúde no lar. No blog e nas redes sociais o leitor poderá encontrar conteúdos relevantes e de qualidade, divulgados por quem entende do assunto.