Conheça os principais mitos e verdades sobre cuidados com os cabelos no inverno

Com a chegada das temperaturas mais amenas, os cabelos precisam de uma atenção especial. Segundo a coordenadora do curso de Estética e Cosmética da Cruzeiro do Sul Virtual, Pamela Barbosa Arantes, no geral, precisamos lavar o cabelo todos os dias, com o shampoo e condicionador adequado para cada pessoa.  

“O condicionador deve ser aplicado somente no comprimento da haste capilar e nunca diretamente na raiz e couro cabeludo. Pode-se utilizar leave-in ou reparador de pontas, se necessário para cada tipo de cabelo”. 

Importante lembrar que as madeixas demandam cuidados em todas as estações, mas como os hábitos e rotina mudam bastante durante o inverno, os cabelos acabam sofrendo com essa mudança. Para ajudar nessa rotina, Pamela Barbosa, esclareceu as dúvidas mais frequentes entre as mulheres sobre este tema. Confira! 

É mais comum ter caspa, irritação e descamação no couro cabeludo nos dias mais frios?  

Verdade! A pele no inverno tende a ficar mais ressecada, e isso leva a coceiras e possíveis descamações. “Nesta época, tomamos banhos mais quentes e hidratamos os cabelos menos que o necessário. Uma dica essencial é ingerir bastante água, evitar banhos muito quentes e o uso excessivo do secador, pois eles provocam mais oleosidade, caspas, coceira e irritação”, aponta a especialista. 

Pamela também destaca que no frio as pessoas costumam lavar menos os cabelos e fazem uso de toucas, bonés e gorros, que acabam abafando mais a pele do couro cabeludo e provocando maior oleosidade.  

É normal o cabelo cair mais no inverno? 

Mito! “Não perdermos mais cabelos no inverno, mas o fato de não lavarmos todos os dias, nos dá a impressão de que ele está caindo mais que o habitual durante a próxima lavagem ou escovação. A quantidade média de cabelos que caem por dia precisa ser a mesma em qualquer época do ano, de 80 a 100 fios”, alerta. 

Lavar os cabelos todos os dias faz mal? 

Mito! Lavar o cabelo todo dia é uma higiene como outra qualquer e não traz prejuízos aos fios, mas precisamos ter cuidado com o uso excessivo do secador e com a temperatura da água. 

“Opte por lavá-los com água morna, pois a quente desidrata os fios. Como já mencionado, esse hábito ajuda a aumentar a produção de oleosidade no couro cabeludo, o que gera danos aos fios”. 

É adequado dormir com o cabelo molhado? 

Mito! O ideal é secar bem a raiz do cabelo e remover o excesso de água da haste para evitar proliferação de fungos e bactérias. Dormir com o cabelo molhado pode ocasionar caspas, quedas e seborreia, além de causar danos à saúde, como dores de garganta.  

Já que preciso lavar o cabelo diariamente, o que faço com o secador e chapinha? 

Como já apontado, o uso excessivo de secador em altas temperaturas pode aumentar a oleosidade do couro cabeludo e consequentemente gerar caspas e seborreia.  A atração causada pelo secador e chapinha aumentam a quebra capilar. 

“A dica que dou é de primeiro retirar a umidade do cabelo com a toalha, desembaraçar, usar um protetor térmico e só depois secar o cabelo. Na hora de passar a prancha, primeiro tome o cuidado de aplicar um produto que proteja os fios do calor excessivo”. 

Devo hidratar meu cabelo 1 vez por semana? 

Depende do produto que está sendo utilizado, mas em geral deve-se realizar uma hidratação semanal. Cabelos com química tem uma estrutura da haste capilar mais danificada, e por isso, são mais opacos, secos e quebradiços, o que requer ainda mais hidratação, não só semanal e com produtos específicos para esse tipo de fio. 

Preciso cortar as pontas todos os meses? 

“Isso é muito relativo, pois depende de cada tipo de cabelo e os hábitos diários da pessoa. No geral, as pontas precisam ser aparadas a cada 3 meses, pois isso auxilia no crescimento mais forte e saudável do cabelo”, cita. 

Por fim, a docente explica que em caso de dúvidas ou alterações em relação a queda, oleosidade ou qualquer outro problema, o ideal é sempre procurar um terapeuta capilar ou um dermatologista para uma avaliação detalhada, por meio de exames e um diagnóstico adequado.