Dormindo com o inimigo: tecido da fronha pode interferir na beleza da pele

Nada como se sentir abraçada na cama macia na hora de dormir, não é mesmo? Além de promover um descanso merecido, as roupas de cama podem interferir muito mais na beleza do que se imagina. Quem tem se mostrado protagonista na hora do sono, fazendo as cabeças por aí, é a touca de cetim que garante proteger os fios, deixando-os mais alinhados e com menos frizz.

Mas você sabia que o tipo de fronha do travesseiro também pode interferir na saúde da pele?

Segundo a esteticista e dermaticista Patricia Elias, as fronhas feitas com baixa concentração e algodão e as fronhas de poliéster, apesar de confortáveis, geram mais calor na pele. “Por possuírem tramas bem aderentes no tecido, elas acabam causando atrito, absorvendo a oleosidade natural, acumulando mais ácaros, células mortas e se desprendendo da pele”, afirma.

A indicação neste caso, fica para as fronhas feitas 100% em algodão percal, além dos tecidos mais nobres como fios egípcios, cetim ou seda, que além de deixar o ambiente ainda mais sofisticado causam menos fricção na pele durante o sono, ajudando o rosto ficar mais hidratado. “O percal, o algodão egípcio, o cetim ou a seda são tecidos que se adaptam à temperatura ambiente e contribuem para a respiração da pele, sendo um aliado principalmente para quem possui pele oleosa, propensas à acne, auxiliando no controle dessa inflamação”, complementa Patrícia Elias.

Por serem um tecido leve e liso, além de proporcionarem mais relaxamento, também preservam a formação de linhas e marcas de expressão durante o sono e é benéfica para todos os tipos de pele. “O atrito contínuo da pele com as fronhas de algodão comum ou do poliéster, que é ainda mais nocivo por ser proveniente do plástico, acabam interferindo também nas fibras de colágeno. Ao dormir na fronha de percal, cetim ou algodão egípcio, estamos combatendo também o envelhecimento precoce”.

Outra dica recomendada pela especialista é a troca da fronha dos travesseiros duas vezes por semana. Essa prática ajuda a não acumular bactérias, ácaros, células mortas e outros microorganismos nocivos à pele.

É importante enfatizar que além de adotar essas práticas, é fundamental uma rotina de skincare indicada para cada tipo de pele e o uso contínuo de protetor solar. “A fronha de cetim faz sim toda a diferença, mas não milagre. Por isso, sempre procure por um profissional capacitado que faça as recomendações e indique tratamentos adequados para seu tipo de pele”, finaliza.