Pesquisa aponta que 52% da população brasileira engordou durante a quarentena

Dentre as várias consequências da pandemia atual, uma delas teve impacto direto na balança. Segundo a pesquisa “Diet & Health under Covid-19”, elaborada pelo Instituto Ipsos, pouco mais da metade (52%) da população brasileira engordou durante a quarentena. Ao todo, 22 mil pessoas entre 16 e 74 anos, de 30 países diferentes, foram entrevistadas, e o Brasil foi apontado como o líder do ranking de aumento de peso desde que as medidas de distanciamento foram impostas pelo mundo.

Realizado entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, o levantamento constatou que na média global cerca de 31% das pessoas engordaram. Atrás do Brasil, completaram o pódio o Chile (51%) e a Turquia (42%). Por outro lado, entre os países que tiveram o menor nível de ganho de peso na pandemia estiveram três nações asiáticas: China (6%), Hong Kong (9%) e Malásia (19%). Já quando o assunto é a média de quilos adquiridos, a população mundial registrou uma média de 6,1 kg, enquanto os brasileiros viram aumentar 6,5 kg na balança.

O que motivou esses números

Mais tempo dentro de casa, estresse, ansiedade, hábitos compulsivos. São vários os fatores que podem ter contribuído diretamente com o ganho excessivo de peso, mas o sedentarismo é um dos que mais preocupam autoridades de saúde. Para comparação, enquanto 23% dos entrevistados internacionais afirmaram não ter se exercitado mais, o número por aqui atingiu os 29% de pessoas inativas desde o início da crise sanitária.

Especialistas afirmam que, durante um período de isolamento como este, mais do que não praticar exercícios, muitas pessoas passam a se movimentar menos de maneira geral. Com isso, a tendência é que elas fiquem mais tempo sentadas ou deitadas, o que é comprovadamente prejudicial à saúde física e mental, levando, inclusive, a uma reação natural de procura por comida além do necessário.

A falta de atividades físicas fez com que muitos brasileiros aderissem também a outros costumes menos saudáveis, como o consumo de álcool. No Brasil, 14% dos participantes revelaram ter aumentado a quantidade de bebida, e 11% afirmaram ter passado a beber menos. Já o número de fumantes caiu: 3% dos entrevistados largaram o cigarro, ao passo que 2% adquiriram o hábito.

Os perigos da obesidade

Além de estar ligada a uma série de doenças, como hipertensão, diabetes, problemas articulares e o aumento do risco de câncer, a obesidade também é um fator que pode agravar os sintomas e quadros da Covid-19. Por isso, cuidar do corpo e evitar o sobrepeso passou a ser mais do que uma medida estética, mas uma questão de saúde, ligando o alerta de quem engordou durante a quarentena.

Soluções para emagrecimento

Aliar a prática orientada de atividades físicas e boa alimentação ao uso de medicamentos manipulados (com acompanhamento médico) é uma ferramenta para quem busca a perda de peso de forma eficiente e segura. Esses produtos emagrecedores podem ser encontrados em farmácias de manipulação especializadas, que contam com o apoio de profissionais da saúde, como médicos, nutricionistas, terapeutas e enfermeiros.