Rejuvenescimento facial: ainda há espaço para o Lifting?

Várias celebridades com milhões de seguidores ao redor do mundo vêm dando notoriedade a procedimentos ancilares que promovem rejuvenescimento facial. Entre estes recursos, destacamos a aplicação de toxina botulínica e o preenchimento com ácido hialurônico, que se popularizaram por não preverem intervenção cirúrgica, tendo eficácia estética que combina com a melhora da autoestima. No entanto, quando o assunto é flacidez facial, estamos diante de uma situação que requer mais que soluções ancilares ou complementares.

O envelhecimento nos rouba naturalmente o viço, a luminosidade e nos traz a flacidez da pele. Mas há fatores extrínsecos neste processo que devem ser destacados. A exposição excessiva ao sol sem o uso de filtro solar, sem dúvida, encabeça esta lista. Hábitos como tabagismo e ingestão exagerada de álcool, além da alimentação desequilibrada e do estresse, também são condições importantes.

Da mesma forma que o rejuvenescimento feito a partir de procedimentos ancilares, a flacidez facial tem respondido pelo grande afluxo de pacientes aos consultórios de cirurgia plástica.

Com técnicas cada vez mais aprimoradas é possível cuidar da flacidez facial, proporcionando um aspecto naturalmente rejuvenescido e harmônico.

Um dos recursos eficientes da cirurgia plástica aplicada à flacidez é o lifting facial, também chamado de facelift ou ritidoplastia, que graças a inovações e aprimoramentos técnicos evoluiu da retirada de pele flácida exclusivamente para o reposicionamento das estruturas mais profundas da face.

O lifting facial é indicado para a flacidez nos terços médio inferior e superior da face. Os vincos profundos ao longo do nariz, que se estendem para o canto da boca, chamados de sulco nasogeniano, ou popularmente de bigode chinês, são as abas com maior benefício da técnica. A formação da papada e a pele frouxa, assim como o excesso de depósitos de gordura sob o queixo e a mandíbula também são favorecidos pela correção propiciada pelo procedimento.

Quando lançamos mão do lifting como recurso cirúrgico para resolver a flacidez, consideramos fazer o descolamento de uma estrutura abaixo da pele chamada SMAS (sistema músculo-aponeurótico superficial), formada por ligamentos, gordura e fáscias musculares, responsável pelo suporte e a estrutura do nosso rosto.

O reposicionamento do SMAS favorece o rejuvenescimento facial com contorno mais definido da mandíbula, tratamento da flacidez cervical e mandibular, o chamado sinal de bulldog, elevação do canto dos lábios e da maçã do rosto.

As cirurgias de lifting facial ou ritidoplastia começam por uma incisão no couro cabeludo, na região temporal, continua em torno da orelha e termina na parte inferior do couro cabeludo. A gordura pode ser esculpida ou redistribuída na face, na papada e no pescoço. O tecido subjacente, em geral, é reposicionado nas camadas mais profundas da face e os músculos são elevados.

A ocorrência de papada, pele flácida no pescoço e acúmulo de gordura sob o queixo podem ser corrigidas com lifting de pescoço. Neste caso, a incisão começa na frente do lóbulo da orelha, passando por trás da orelha, terminando na parte inferior do couro cabeludo, que pode ser chamado de “minilifting”.

Como outros procedimentos cirúrgicos, o lifting facial requer exames e preparação no pré-operatório. O procedimento é realizado em centro cirúrgico e a recuperação requer cuidados recomendados pelo especialista em cirurgia plástica.

Os resultados do lifting facial são visíveis com a diminuição do inchaço e dos hematomas. Os benefícios evidentes são pele mais jovem e descansada, expressão harmoniosa com aspecto natural e, evidentemente, ganho em autoestima.

Hoje em dia, com as novas tecnologias aplicadas ao tratamento das estruturas mais profundas da face, conseguimos resultados mais harmônicos e imperceptíveis. Antigamente, quando se tratava a região da pele, muitas vezes tínhamos efeitos artificiais, que demonstravam o estigma da cirurgia.