Polícia acredita que assassino de jovem autista no Paraná adulterou cena do crime

A Polícia Civil continua investigando a morte do jovem autista Rômulo Luiz Fernandes Borges, de 19 anos, ocorrida em Ponta Grossa na última semana. Mãe e padrasto do rapaz foram presos por maus-tratos e também podem ser indiciados por homicídio, dependendo do resultadas das provas coletadas durante o inquérito. Os investigadores chegaram a cumprir mandado de busca e apreensão na casa da família, mas teve dificuldades para coletar provas.

Isso porque, de acordo com o delegado responsável pelo Caso, Luís Gustavo Timossi, a principal suspeita é de que o local do crime tenha sido adulterado antes do acionamento do Samu. Timossi esteve no local acompanhado de equipes do Setor de Homicídios e do Instituto de Criminalística e aponta que “tudo indica que o local foi adulterado visando prejudicar a colheita de provas pelos órgãos policiais”.

“No quintal da residência, foram encontradas roupas e cobertas que acreditamos que eram as que verdadeiramente estavam sendo utilizadas pela vítima, motivo pelo qual os objetos foram apreendidos pelo Instituto de Criminalística”, esclarece o delegado.

Ainda durante as buscas no imóvel, os investigadores descobriram que a família tinha um cachorro que, de acordo com vizinhos, teria sido atropelado recentemente sem que os tutores tivessem prestado os cuidados veterinários com o animal.

“Infelizmente, o cão estava com uma fratura exposta e muito magro. Imediatamente foi acionado o resgate, que recolheu o animal para que os cuidados necessários fossem realizados”, completa o delegado. Por conta do flagrante, o casal ainda pode responder por maus-tratos aos animais.