Familiares de enfermeiro morto em apartamento são ouvidos pela polícia

A Polícia Civil está analisando imagens de câmeras de segurança do condomínio

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba está avançando nas investigações para esclarecer a morte de um enfermeiro, que foi encontrado com sinais de tortura, na última sexta-feira (30), na Vila Lindoia, em Curitiba. A vítima, segundo a polícia, estava com as mãos amarradas e pode ter sido sufocada até a morte.

Os amigos de David Levisio, que era natural de Londrina, no norte do Paraná, e atuava na área da saúde há dois meses na capital, estranharam que o enfermeiro deixou de responder as mensagens no dia 27 de abril e decidiram ir até o apartamento dele, onde encontraram o corpo com marcas de violência amarrado com fita adesiva. Além disso, um travesseiro estava próximo da cabeça indicando que a causa seria asfixia.  

Familiares vieram a Curitiba para prestar depoimento à Polícia Civil. De acordo com o delegado, Thiago Nóbrega, da DHPP, o rapaz não tinha antecedentes criminais e algo pode ter acontecido dentro do apartamento.

“Possivelmente, o problema aconteceu naquele dia, no apartamento, o que levou o agressor a praticar esse crime. A gente descarta, nesse momento, qualquer fato relacionado ao histórico de David. Ele era trabalhador e não tinha envolvimento com nada ilícito”, afirmou Nóbrega em entrevista à Rede Massa.

Exames realizados no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba devem apontar a causa da morte.

(Foto: Colaboração)

Suspeito

A Polícia Civil está analisando imagens de câmeras de segurança pra identificar as pessoas que tiveram acesso ao condomínio e também o suspeito, que teve permissão da própria vítima pra entrar no apartamento.

A suspeita é que o crime tenha sido motivado por questões passionais, já que o enfermeiro estaria se relacionando com um homem que reconheceu pela internet.

Segundo a polícia, até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.

(Foto: Reprodução/Facebook)