Presença feminina rompe preconceitos e ganha força no agronegócio

O último Censo Agro, realizado em 2017, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que a cada dez lideranças do campo, pelo menos duas são mulheres. Buscando mudar o cenário, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, em agosto de 2022, a sua Comissão Nacional de Mulheres do Agro.

O objetivo é ampliar a participação feminina no sistema, que, conforme apontam pesquisas, ainda é pequena. De acordo com o censo de 2017, as mulheres são proprietárias de somente 19% dos estabelecimentos agrícolas.

Apesar das dificuldades e preconceitos enfrentados, a expectativa é de melhora e de crescimento da atuação das mulheres no campo nos próximos anos. Levantamento realizado pela ABMRA aponta que 94% dos produtores rurais entrevistados consideram a mulher vital ou muito importante para o negócio rural. Outra pesquisa, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), mostra que 26% dos cargos de decisão e comando nas atividades produtivas são ocupados por mulheres.

Entre elas está Débora Noordegraaf, suinocultora de Castro (PR), considerada pela Forbes uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro em 2021. Ela começou a se interessar pelo trabalho no setor, e também com o cooperativismo, porque o marido atua na área, e, a partir disso, ficou motivada a conquistar seu próprio espaço e olhar com atenção para as mulheres que trabalham no campo.

“Fiquei apaixonada pelo agro, principalmente pela vivência de produzir animais com excelência em qualidade. Percebi o quanto é importante essa profissão, pela qual podemos  produzir alimentos para o mundo. Entrei para a Comissão da Mulher Cooperativista da Castrolanda e isso fez com que eu desenvolvesse meu espírito de liderança, de trabalhar em prol da comunidade e de outras mulheres”, conta.

A comissão de Castrolanda, colônia holandesa da cidade de Castro, é um dos grupos mais antigos de mulheres cooperativistas. Há mais de 10 anos, busca promover a formação no protagonismo feminino. “O prêmio é um reconhecimento não só para mim, mas também pelas histórias de todas essas mulheres. É um novo estímulo para dar o meu melhor na minha propriedade e também na comissão”, reflete a suinocultora.

Marca institucional da cooperativa Castrolanda, Frísia e Capal, a Unium acredita que o prêmio é um sinal de respeito às histórias de todas essas mulheres que enfrentam muitas  dificuldades para estar nessa área. “A Unium através das suas cooperativas busca capacitar e fortalecer a atuação das mulheres no campo e dentro de seus negócios, promovendo oportunidade de crescimento em nossas áreas de atuação” comenta Adriane Silva representante da equipe de marketing da Unium.