Aprenda a identificar quando a mentira se torna uma doença

O dia 1º de abril é popularmente conhecido no mundo inteiro como o dia da mentira. Porém, mentir pode se tornar uma doença e exige tratamento

Também conhecido como o dia dos bobos, o dia 1º de abril está relacionado com o dia da mentira desde o século XVI, em que o rei Carlos IX, da França, adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando a comemoração do ano novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram à mudança e continuaram seguindo o calendário antigo que datava as comemorações de ano novo no dia 1 de abril.

Assim, algumas pessoas começaram a fazer brincadeiras e a ridicularizar aqueles que insistiam em continuar a considerar o dia 1º de abril como ano novo. Eram considerados bobos, pois seguiam algo que era sabido não ser verdadeiro. E aí surge o dia dos bobos e consequentemente o dia da mentira no mundo todo.

Mentir pode se tornar doença

A mitomania é um distúrbio de personalidade no qual o indivíduo possui uma tendência compulsiva pela mentira. Esta doença é também conhecida como mentira obssessivo-compulsiva.

Uma das grandes diferenças do mentiroso esporádico ou “tradicional” para o mitômano, é que no primeiro caso o indivíduo não tem resistência em admitir a verdade, enquanto o portador da compulsão por mentir usa a mentira em proveito próprio ou prejuízo de outro de forma imoral e insensível sem sentir necessidade de desfazer o engano.

O mitômano geralmente sabe que no fundo, o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Mas contar mentiras lhe faz sentir bem consigo mesmo e acalma suas angústias. Em determinado momento, o sujeito prefere acreditar em sua realidade mais que na realidade objetiva (fatos visíveis). Ele tem necessidade de contar histórias falsas para sentir-se bem consigo mesmo.

São pessoas que pela angústia, ansiedade e questões não resolvidas emocionalmente, tendem a lançar mão de comportamentos repetitivos e compulsivos. A mitomania geralmente está associada a outras doenças: pode ser o transtorno bipolar, mais relacionado à bioquímica, quando há uma elevação no humor e de repente a pessoa acha que é mais do que realmente é, começa a inventar histórias. Ou o Borderline, quando o indivíduo tem baixa autoestima e mente para se inserir socialmente, para ser amado, reconhecido.

Causas da mitomania

As causas da mitomania não são totalmente esclarecidas, mas sabe-se que há inúmeros fatores psico-sociais envolvidos na questão. Acredita-se que a baixa autoestima e a tentativa de se proteger de situações constrangedoras marquem o início da mitomania.

Na fase infantil, é normal as crianças fantasiarem histórias. A criança não cria por patologia e sim porque vive em um mundo fantasioso. Isso acontece porque ela não tem capacidade cultural e cognitiva de compreender o mundo que a cerca, então ela completa com a fantasia. Com o tempo ela distingue o que é real e o que é fantasia. Vale ressaltar que é importante repreender a mentira. Os pais têm que dar um limite, mais isso não previne o comportamento mitomaníaco na fase adulta.

Orientação e tratamento

Normalmente deve se indicar ajuda de um profissional. A pessoa não consegue parar sozinha. Ás vezes até percebe, mas não consegue parar de mentir. Os tratamentos para esta patologia podem ser medicamentosos ou psicoterápicos.

Veja mais detalhes sobre este caso na reportagem completa do Destaque Ponta Grossa e região desta quinta-feira (1):