Conta de luz deve aumentar ao menos 12% em 2022, aponta pesquisa

Em meio à inflação generalizada, o brasileiro terá que lidar com mais um aumento de preço em 2022: o da conta de luz. Segundo cálculo da TR Soluções, as tarifas residenciais de energia aumentarão, pelo menos, 12% na média geral do país. Se forem considerados ainda os impostos — que variam conforme o estado — e a bandeira tarifária, o impacto n bolso do consumidor por ser ainda maior.  

A região Nordeste será a mais afetada, com tarifa residencial 17% mais cara no ano, em média. O Sudeste vem em seguida, com aumento médio de 13%. No Norte, a alta será de 10%. Já no Centro Oeste, apesar dos preços continuarem em alta, há um pequeno alívio. Se em 2021 o consumidor enfrentou alta de 11%, neste ano o reajuste será de 9,5%. 

Por outro lado, no Sul, a tendência é de reajustes abaixo da inflação. A conta vai subir 3%, depois de alta de 8,5% no ano anterior. Somando os reajustes de todas as regiões brasileiras, a média é de 9,78%. 

Segundo a TR Soluções, empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia, os aumentos deste ano são explicados basicamente por três fatores: o encargo de Energia de Reserva (leilão emergencial), a inflação e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que teve aumento de 54% da cota aprovada pela Aneel, o que corresponde a R$ 30,2 bilhões. 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou no mês passado que a bandeira tarifária do mês de maio será verde, ou seja, sem cobrança extra na tarifa, por conta das condições favoráveis de geração de energia no país.

No dia 16 de abril, o governo anunciou o fim da cobrança extra aplicada à conta de luz em virtude da escassez hídrica. Imposta desde setembro de 2021, a cobrança de R$ 14,20 a mais para cada 100 quilowatt-hora consumidos saiu e cena com a validação da bandeira tarifária verde.

Mas, ao que tudo indica, o respiro vai durar pouco e os brasileiros, mais do que nunca, serão forçados a economizar.

Informações de SBT News