MPPR recorre de resultado de júri que absolveu ex-prefeito suspeito de matar adversário

O Ministério Público do Paraná (MPPR) recorreu ao resultado do júri popular sobre o caso que resultou na morte do prefeito de Piên, eleito em 2016, Loir Dreveck, e do técnico de segurança Genésio Almeida. O resultado do júri saiu no dia 26 de junho.

Estavam sendo julgados quatro réus: o ex-prefeito da cidade, Gilberto Dranka, o ex-presidente da Câmara Municipal, Leonides Maahs, o apontado como intermediário Orvandir Arias Pedrini e o suspeito de ser o atirador Amilton Padilha.

Após os cinco dias de julgamento, que ocorreu no Fórum da Comarca de Rio Negro, Dranka e Maahs foram absolvidos. Pedrini foi condenado a 36 anos de prisão e Padilha foi condenado a 48 anos.

O MPPR entrou com recurso por não concordar com a absolvição de Dranka e Maahs e também, por achar que o tempo da pena de Pedrini e Padilha foi pequeno.

Em nota, o MPPR também diz que a decisão do conselho foi contrária às provas apresentadas no júri.

Agora, o processo será distribuído para a segunda instância.

O caso

O técnico em segurança Genésio de Almeida foi morto por engano, no dia 8 de dezembro de 2016. Genésio saiu de Piên e estava indo para São Bento do Sul, cidade onde trabalhava. Quando ele estava na PR-420, próximo de Trigolândia, uma moto passou por ele e o executou.

Menos de uma semana depois, no dia 14 de dezembro, José Loir Dreveck foi morto da mesma forma, com um tiro na cabeça, um pouco mais adiante na PR-420. O prefeito também saiu de Piên e ia em direção a São Bento do Sul.

Os dois homens tinham fisionomia parecida. Por essa razão, de acordo com os advogados de acusação, o atirador achava que estava seguindo Loir no dia 8 de dezembro.

A motivação do crime seriam desacordos políticos.

Em 2017, a Polícia Civil apontou que o crime foi planejado e que o principal autor seria Dranka.

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