Envolvidos na morte de Ana Paula Campestrini devem ser levados a júri popular

Três pessoas vão a júri popular pelo homicídio de Ana Paula Campestrini, atingida por cerca de 15 disparos no dia 22 de junho de 2021. A vítima estava chegando em casa, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, quando foi surpreendida pelo atirador, que estava em uma moto.

Devem sentar no banco dos réus: Wagner Cardeal Oganauskas, ex-marido de Ana Paula e apontado como o mandante do crime; Marco Antônio Ramon, o atirador; e Felipe Rodrigues, um estagiário do clube comandado pelos acusados que teria apagado algumas mensagens relacionadas ao crime.

A data do julgamento ainda não foi marcada.

Durante investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o ex-marido de Ana Paula, Wagner Cardeal Oganauskas, foi apontado como o mandante do crime.

Oganauskas teria encomendado a morte da ex-esposa a Marcos Antônio Ramon, que teria sido o responsável pela execução, registrada por câmeras de segurança. De acordo com a polícia, uma das possíveis motivações seria a briga pela guarda dos filhos do casal. Ana Paula, inclusive, estaria sendo impedida de ver os filhos, conforme revelou a delegada Tathiana Guzella.

Ramon e Oganauskas faziam parte de um clube recreativo.

O caso

No dia do crime, Ana Paula foi induzida a ir até o clube recreativo fazer a carteirinha para ter acesso aos treinos dos filhos na unidade. Depois que saiu, foi perseguida pelo atirador até a entrada do condomínio onde morava.

Chegando na residência, foi abordada pelo homem que a perseguiu em uma motocicleta. Quando Ana Paula abaixou o vidro do carro, o suspeito atirou aproximadamente 15 vezes contra ela.

Relembre o caso